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Revelando o necromante da Arcana Primária

Atualizado: 2 de jul. de 2022


Créditos da imagem: produção Edições Arcanas, foto por @gilson_japiassu.


Há muito tempo a classe dos necromantes me fascina, e sei que não estou sozinho nisso. Desde a leitura do “The Complete Book of Necromancers” para Advanced Dungeons & Dragons (AD&D) até jogar com a classe em Diablo II, um ideal foi se formando. Porém, cada vez que este ideal ficava mais concreto, percebi minha crescente insatisfação com a abordagem da trevosa classe nos livros mais famosos de RPG. O necromante da Arcana nasceu deste longo processo, e dele quero revelar alguns detalhes, fazendo um contraste do ponto principal que me levou a “revitalizar” a classe.


Especialista, mas nem tanto


É muito comum, nos mais variados sistemas de RPG, ler sobre “escolas de magia”. Cada escola supostamente representa uma categoria única de feitiços, como é o caso da necromancia. Você pode ser um “mago generalista”, que domina um pouco de tudo, ou um especialista, que domina mais uma determinada escola.


Na segunda edição de AD&D, por exemplo, um mago generalista podia acessar magias de necromancia sem problemas, mas um ilusionista (especialista) não podia acessá-las, por serem incompatíveis de acordo com um esquema de oposições metafísicas. Isso se repetia para outros especialistas.



Fonte: Advanced Dungeons & Dragons, second edition, 1989, editora Devir, p. 45


As vantagens de ser especialista, no sistema mencionado, são as seguintes:

  1. Uma magia adicional de sua especialização por círculo (uma espécie de nível mágico, que vai de 1 a 9);

  2. Bônus em testes de resistência ou jogadas de proteção;

  3. Bônus em testes para aprender magias;

  4. Aprendizado automático de uma magia a cada círculo novo conquistado;

  5. Benefícios mecânicos na criação de magias, o que, na prática, só é feito quando o personagem já está em níveis bem elevados.


Todas essas vantagens são ótimas, a primeiro olhar. Mas, com o tempo, fica a impressão de que nem toda especialização é viável em jogos comuns, com personagens abaixo do nível 6 (eram raros os personagens que superavam o nível 7, o que segue ocorrendo hoje em dia).


É possível que, se um especialista desejar focar apenas em sua escola de magia, sua contribuição no jogo seja muito limitada, sobretudo se o mestre não levar em consideração tais escolhas mágicas no preparo da narrativa. Nos sistemas clássicos não existiam as hoje famosas cantrips (truques), magias que podem ser lançadas à vontade, então o jogador precisava escolher muito bem as poucas magias que tinha no início de jogo, e, caso gastasse esse precioso recurso muito cedo, teria que passar o resto do dia lançando adagas contra inimigos.


Além disso, todo mago generalista pode acessar as magias do especialista, e, como a grande maioria dos jogadores optava por tal estilo de jogo, quando eu jogava com alguma especialização, sentia que ela não era tão exclusiva assim.


Magos especialistas na Arcana Primária


O que fizemos na Arcana foi criar, bebendo de diversas fontes, classes especialistas realmente caracterizadas por dezenas de magias que lhe são únicas, além de habilidades básicas que passem do mero detalhe estético.


Queremos que o especialista se sinta realmente exclusivo, e que a escolha de uma especialidade não inviabilize o jogo em níveis baixos. Há sempre algo que torna desejável ter aquela classe no grupo, sempre algo que se perde quando alguém não escolhe uma especialização.


Vamos voltar ao necromante em si, pois não quero falar aqui dos outros especialistas (esta surpresa fica para o lançamento).


O necromante


O que esperar do grande macabro na Arcana Primária?


A reanimação e interação com mortos são os grandes marcos da necromancia. Além dos costumeiros esqueletos e zumbis, o necromante possuirá acesso a criação de golens e maneiras de interagir com suas criações nefastas. O construto não é criação trivial, no entanto, pois será arquitetado membro por membro, com carne putrefata daqui e ossos de criaturas bizarras ali, em um laboratório especial.


Outro aspecto interessante da necromancia é a maldição. Na Arcana Primária, o necromante terá acesso a muitas maldições tenebrosas para aterrorizar e aniquilar seus oponentes. É importante frisar que não se trata apenas de provocar danos, mas também de gerar grandes consequências narrativas e táticas.


Por fim, não poderia deixar de fora a capacidade de fundar uma necrópole com seu exército de mortos-vivos e afins. A necrópole, ou cidade dos mortos, é o pináculo do poder de um necromante, e poucos inimigos ousarão atacá-lo ali, pois algo muito mais forte que golens, esqueletos e zumbis habitará seu bojo decrépito.


Confira a página dupla tão esperada abaixo:


Créditos da ilustração: Carlos Castilho (@crawlstilho)


Então prepare-se para o lançamento da Arcana Primária, no dia 30 de junho, e saia de sua cripta para espalhar as sombras da morte pelo mundo!


Gostou da surpresa? Possui críticas ou observações? Não deixe de comentar aqui ou em nossas redes sociais.


Alexandre Katz




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